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Brasília - 10 de maio de 2025 - 2:10h

Pivô do caso Schreiber-Petrobras vai a Paris com despesas pagas pelo contribuinte do Rio

Foto: Agência Brasil
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O advogado carioca Anderson Schreiber passou a última semana em Paris, com as despesas pagas pelos contribuintes do estado do Rio de Janeiro, logo depois de a IstoÉ revelar que ele preside um julgamento bilionário contra a Petrobras em uma situação de flagrante conflito de interesses.

Mesmo depois da revelação do esquema, Schreiber deu um “bye, bye, Brasil” e embarcou para um evento acadêmico em Paris na condição de procurador do Estado do Rio de Janeiro, função que ele acumula com seus trabalhos de advogado e árbitro profissional.

Tanto o caso que ele julga quanto um processo idêntico movido por um cliente seu buscam a indenização de acionistas minoritários pela Petrobras, em decorrência da Operação Lava Jato. Ambos tramitam na Câmara de Arbitragem do Mercado da B3 (CAM).

A Lei Brasileira de Arbitragem exige que o árbitro revele qualquer fato capaz de gerar dúvidas sobre sua imparcialidade, mas Schreiber omitiu que advogou para a Aidmin, uma associação de minoritários que move processo contra a Petrobras, e que continua advogando para o então presidente da entidade.

A Coluna procurou o advogado hoje mas não obteve ainda resposta.

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