O envio da PEC 8/2025 para a CCJ da Câmara dos Deputados foi uma forma de o presidente da Casa, Hugo Motta, se livrar da pressão forte que sofre dos partidos da esquerda neste início de ano.
A proposta, que reduz a jornada de trabalho de 6 dias por 1 de folga, para 4 de trabalho x 3 de folga, pode ser uma das bandeiras eleitorais do presidente Lula da Silva. Mas desagrada a um Congresso Nacional predominantemente patronal, que lança mão do discurso de que o Brasil precisa produzir.
A despeito do avanço para a CCJ, a PEC 8/2025, apensada à PEC 221/19, não deve passar no plenário, dizem deputados consultados pela Coluna. “Se avançar na tramitação será para ano que vem”, alega um deles.
A proposta surge às vésperas da eleição, e promete polêmica opondo sindicatos classistas e os empregadores. Assinam a PEC os deputados Tulio Gadelha (Rede-PE), Erika Hilton (Psol-SP) entre outros.

