A Neoenergia, maior distribuidora do Brasil e controlada por espanhóis, enfrenta casos sérios País adentro. Semana passada, o Ministério Público Federal cercou a empresa no Distrito Federal, com denúncia de que – em palavras bem diretas – nas maiores demandas, a companhia deixa rolar um apagão em cidades mais pobres para manter a luz dos abonados nos bairros ricos.
Na Aldeia Pataxó Xandó, na paradisíaca Caraíva (BA), distrito de Porto Seguro, a Coelba (subsidiária da Neo) tomou uma pancada da Justiça Federal. A empresa impetrou em Brasília ação para desintrusão, por causa de milhares de “gatos”, mas um juiz de Eunápolis mandou a distribuidora ligar mais de 1.500 relógios pedidos por nativos e não-índios.
A Neo não deixa barato, até para quem paga conta em dia e não recebe energia. Caso de nativa, que contestava serviço e o valor da fatura. Segurou a conta para obter a resposta oficial, e ela veio assim: a Coelba protestou seu nome em cartório há dias.

