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Brasília - 25 de fevereiro de 2026 - 19:25h
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Para arrecadar mais, Haddad repassa ao Centrão missão do Imposto Seletivo

Ministro Fernando Haddad - Foto: Agência Brasil
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Em vez de enfrentar lobbies e bater martelo na modelagem do Imposto Seletivo e na definição das alíquotas, técnicos do Ministério da Fazenda, sob aval de Fernando Haddad, avisaram colegas do Governo que vão repassar ao comando da Câmara dos Deputados a calculadora para calibrar a taxação de .bets, armas, bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. A contrapartida: atingir a meta de arrecadação.

A criação do Imposto Seletivo foi prevista na reforma tributária aprovada em 2023, com o objetivo de desestimular o consumo de produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Inspirado em modelos adotados em outros países, o chamado “imposto do pecado” foi concebido como um instrumento de política pública, combinando aumento de arrecadação com a redução de custos sociais associados ao tratamento de doenças, à violência e a outros impactos decorrentes desses produtos.

Desde a regulamentação da reforma, no entanto, a definição das alíquotas e da base de incidência tem sido alvo de forte disputa entre setores econômicos, especialistas em saúde pública e o próprio governo.

Entidades médicas e organizações da sociedade civil defendem uma calibragem que efetivamente reduza o consumo, enquanto representantes da indústria e parlamentares ligados às cadeias produtivas pressionam por taxas mais moderadas.

Nesse contexto, o debate passou a concentrar-se no equilíbrio entre a meta fiscal do governo e o desenho do tributo como instrumento regulatório, ampliando o peso político da negociação no Congresso.

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