A chinesa Meituan contra-ataca informações da praça de que balança para entrar no Brasil. Dados espalhados em mesas da Av. Faria Lima informam que ela enfrenta crise financeira com prejuízo projetado de até US$ 3,4 bilhões em 2025, o que elevou as incertezas sobre a capacidade da Keeta – concorrente de plataformas como iFood e 99 – sustentar sua expansão no Brasil.
O recente adiamento do lançamento no Rio de Janeiro, justificado pela empresa por barreiras concorrenciais, é visto pelo mercado como uma estratégia para mascarar falhas operacionais, atrasos na contratação de equipes e forte resistência de entregadores e parceiros. Mas a chinesa se posiciona contra este cenário.
Em nota oficial, a empresa declara que o mercado brasileiro de delivery de comida “é disfuncional por causa de cláusulas de exclusividade impostas por concorrentes, como 99Food e iFood, que impedem restaurantes de escolher livremente suas plataformas de entrega”. Essa prática, segundo a Keeta, “restringe ganhos de restaurantes e entregadores parceiros, reduzem a variedade para os consumidores e freiam a inovação, criando barreiras que precisam ser superadas para garantir um crescimento sustentável do setor”.
Mais sobre a posição da empresa:
A partir de suas operações na Baixada Santista (Santos e São Vicente) e em São Paulo e 9 cidades na região metropolitana, Keeta identificou o quão distorcido está o mercado de delivery. O principal concorrente, responsável por 80% do mercado de delivery de alimentos, continua promovendo acordos de exclusividade, mesmo estando proibido na maioria dos casos pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Cláusulas de exclusividade colocam em risco a competição saudável no Brasil, não apenas no delivery de comida, mas em todas as indústrias, impedindo a livre escolha e restringindo oportunidades de renda para todos os participantes do mercado, incluindo consumidores e parceiros comerciais. Keeta defende um mercado aberto e competitivo, que permita crescimento sustentável. “Acreditamos que restaurantes devem ter liberdade para diversificar canais de vendas, entregadores parceiros devem ter mais oportunidade de geração de renda, e consumidores devem se beneficiar de maior leque de opções e um de serviço com mais qualidade”, afirma Tony Qiu, Presidente de Operações Internacionais da Keeta.
Desde seu lançamento em São Paulo, em 1º de dezembro de 2025, o aplicativo da Keeta foi baixado mais de 2,8 milhões de vezes, e a base de restaurantes cresceu cerca de 40%, passando para quase 38 mil lojas, refletindo alto engajamento e adoção, e o tempo médio de entrega da Keeta é considerado baixo, 31 minutos. Ao mesmo tempo, a Keeta encontrou distorções significativas no mercado, incluindo as barreiras de exclusividade, que impactam quase 50% das grandes redes de restaurantes no Brasil.
A Keeta reafirma o compromisso de longo prazo com o Brasil e o investimento de R$ 5,6 bilhões ao longo de 5 anos, aplicando a expertise tecnológica de 15 anos de Meituan na China, onde a plataforma atende 800 milhões de usuários e com uma média de 80 milhões de pedidos por dia , volume equivalente ao movimentado pelo mercado brasileiro em 1 mês.
A empresa continuará a colaborar com parceiros e autoridades locais para o desenvolvimento de um setor de delivery de comida mais aberto, competitivo e sustentável, que incentive inovação, a competição justa e o crescimento, enquanto se prepara para expansão futura, beneficiando consumidores, restaurantes e entregadores.

