O setor têxtil tem ganhado mais visibilidade no mercado e chama atenção em Brasília. Diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (que representa 8% do PIB), Fernando Pimentel cita avanços na tecnologia industrial mas lembra que o custo Brasil deve ser debatido, “senão a indústria vai continuar a sofrer”.
Ele ressalta que o gargalo do setor hoje são a carga tributária, produtos importados, concorrência internacional e a Reforma Tributária, que pesou a mão no segmento.
Fernando Pimentel trabalha junto ao Governo em Brasília para que o setor têxtil tenha uma política de Estado, não de Governo. O PL 4133, que fortalece o setor, está em tramitação no Congresso e consolida isso. Pimentel destaca que o maior problema hoje é a concorrência da China e as vendas online (em especial, claro, de sites asiáticos com entregas aqui).
O setor têxtil existe há 200 anos no Brasil. Com movimentação de R$ 330 bilhões ano. O vestuário representa 55% do segmento na praça e cresceu 11% em 2025. “Temos que reinvestir pelo menos 25% na indústria”, ressalta o empresário.
A ABIT está concluindo uma pesquisa com seus associados para um raio-x do setor, em especial sobre perspectivas de investimentos, como os empresários planejam o budget dos próximos anos, um panorama do cenário atual no mercado nacional e exportações.

