A decisão dos presidentes do Senado e Câmara, Davi Alcolumbre e Hugo Motta, de restringir o acesso ao Congresso Nacional pela chapelaria já causa alvoroço entre servidores e parlamentares. Os gabinetes foram surpreendidos com e-mail nesta segunda-feira (23).
De acordo com a mensagem, “O embarque e o desembarque na Chapelaria de passageiros de táxis, de transportes de aplicativos ou de veículos particulares de visitantes serão desativados”.
O novo acesso a visitantes será pelos anexos: “O embarque ou o desembarque poderão ser realizados nas portarias dos edifícios anexos da Câmara dos Deputados ou no Anexo I do Senado Federal, que possui cobertura, sendo uma boa opção para os dias chuvosos”.
Considerado pelo bordão popular a Casa do Povo – assim sempre defenderam os ícones políticos que por ali passaram, a decisão dos novos chefes do Parlamento pegou todos de surpresa. A nova regra cria um gargalo logístico que ignora o volume de pessoas que transitam pela Praça do Três Poderes e nas dependências do Poder Legislativo. Sem um período experimental, servidores estão receosos de que o volume de pessoas e carros nos anexos cause um “congestionamento”.
O restante da mensagem envolve também promessa de acessibilidade e cita os turistas que visitam as Casas:
“Acessibilidade: O Anexo I do Senado, por contar com cobertura para chuva, passará a operar como o ponto oficial para desembarque prioritário de pessoas com dificuldade de locomoção que venham ao Palácio do Congresso Nacional”.
“Visitantes do Tour Institucional: o ponto de parada para o público externo será concentrado na Alameda dos Estados. As plataformas de transporte já atualizaram essa informação nas rotas oferecidas”.

