Cristão novo no partido, Geraldo Alckmin ainda é visto com indiferença por alguns membros históricos do PSB, e todos sabem que houve um arranjo para fazê-lo vice-presidente de Lula da Silva.
A confirmação, nesta semana, de que Alckmin será seu vice – antecipada pela Coluna dia 9 de março – passou em especial por uma conversa do presidente Lula com o jovem João Campos, comandante nacional do PSB.
Os socialistas terão chapas com PT em diferentes Estados, mas não em todos. Prova de que a verticalização tentada anos atrás, em regra eleitoral, nunca dará certo no Brasil. Os dois partidos se convenceram de que a dupla vai bem afinada, e que Alckmin é uma boa ponte para o empresariado.
No entanto, há também a avaliação de que o vice “morreu” eleitoralmente em São Paulo, seu reduto, após trocar o PSDB onde mantinha o voto tradicional de sua trajetória pela aliança com o petista que muitas vezes criticou quando adversário. Alckmin não tem saída a não ser aceitar a vice.

