A atual situação política-eleitoral do Estado do Rio de Janeiro é tão inédita que movimenta os gabinetes do Judiciário e de governadores em todo o País. Com a renúncia de Cláudio Castro (PL) e o afastamento de Rodrigo Bacellar do comando da Assembleia Legislativa, preso pela PF, as margens para variadas interpretações judiciais no Supremo Tribunal Federal causam tensão.
Qualquer decisão pode abrir precedente para repercussão geral para eventuais futuros casos similares. Entre portas, desembargadores e mandatários avaliam que, se o STF mantiver o presidente do Tribunal de Justiça no comando do Rio de Janeiro, o acúmulo de função nos próximos meses pode prejudicar tanto a pauta do Judiciário local quanto o andamento dos serviços básicos do Estado, diante da ausência de um governador que tradicionalmente faz a interface diária com secretários e prefeitos.
Ou seja, a eleição direta (povo nas urnas) ou indireta (na ALERJ) seria a melhor escolha dos ministros para o mandato tampão até dezembro.

