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Brasília - 22 de junho de 2026 - 18:21h
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Operações da PF motivam poderosos a usarem celulares de empregados

Foto: Divulgação
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O avanço da operação Compliance Zero da Polícia Federal, que pegou em cheio Daniel Vorcaro (Master), a direção do BRB e a cúpula do GDF, pode ter ensinado algo aos poderosos de Brasília. Começou no Congresso Nacional, entre advogados graúdos e mega empresários um movimento discreto e intenso de troca de chips de celulares – e em alguns casos até o abandono dos aparelhos pelos mais desconfiados.

Desde o seu 1º mandato, por exemplo, o presidente Lula da Silva não tem celular. Usou e ainda usa os das esposas, de seguranças (já notório) e de motoristas. Assim tem sido com a nova safra: faxineiros, copeiros, garçons e motoristas estão cedendo seus nomes para os chefões do patronato e da política falarem ao telefone celular sem medo.

Lula, aliás, pode ter aprendido essa máxima com o veterano Tancredo Neves, numa noite de fogueira na fazenda do congressista na cidade de Cláudio (MG), há uns 40 anos, quando o Barba o visitou.

Tancredo repetia que telefone (o fixo, à época) era só para agendar reunião, e no lugar errado. Naquela noite, Tancredo soltou para o jovem neto Aécio Neves: esse rapaz sindicalista será presidente da República. A dica deve ter ajudado.

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