O Brasil possui a 2ª maior reserva mundial de terras raras e menos de 1% da produção desses minerais. Estudo dos pesquisadores Diógenes Breda e Iago Montalvão, do Unicamp/Transforma, mostra que, além de não desenvolver cadeia de beneficiamento, entre 2017 e 2024 as isenções fiscais ao setor somaram R$ 47,3 bilhões, valor igual ao total arrecadado pela Compensação de Recursos Minerais no período: R$ 46,1 bi.
Hoje, a China responde por cerca de 70% da produção mundial de terras raras e concentra mais de 90% da capacidade global de processamento e refino, tornando Estados Unidos e Europa fortemente dependentes do país asiático.
O estudo conclui que o Brasil precisa adotar uma política industrial voltada ao processamento, inovação e agregação de valor, aproximando-se das estratégias adotadas por China, Estados Unidos e outros países.

