A Comissão de Valores Mobiliários terá dia decisivo amanhã, quando define o rumo do litígio na Oncoclínicas. O foco está numa reorganização societária de fundo ligado ao Goldman Sachs e Centaurus Capital que teriam bloqueado propositalmente Oferta Pública de Aquisição de Ações da Oncoclínicas pelos minoritários. A malandragem veio com recibo. O fundo Josephina III, do Goldman e Centaurus, acionou pedido de arbitragem dirigido aos veículos da Latache Capital para contestar a OPA.
Todo o cenário se funde com um bastidor caliente da CVM, cuja Corregedoria do órgão investiga o superintendente de Registro de Valores Mobiliários, Luis M. Sono. Dia 11 de maio ele teria participado de reunião sigilosa com advogados desses fundos que questionam a obrigatoriedade da OPA na Oncoclínicas. E isso foi no mesmo dia em que Sono endossou posição contrária ao recurso dos minoritários que exigem a Oferta.
LEIA TAMBÉM:
Oncoclínicas capta R$ 1,5 bilhão via Banco Master
CVM caiu no Sono

