Não bastassem as acusações de Jair Bolsonaro sobre a legitimidade e segurança das urnas eletrônicas – que o levaram à cadeia – agora é o presidente Lula da Silva (PT) quem queima a língua a 20 dias da eleição. Repercutiu muito mal no Tribunal Superior Eleitoral – das hostes aos ministros, dos técnicos aos juízes auxiliares – a fala do presidente, há dias em Teresina, citando risco de “falcatrua” na eleição e cobrando lisura no procedimento.
Piauí é a terra natal do ministro presidente do TSE, Kassio Nunes – indicado por Bolsonaro. Até ontem, não há registro de que nenhum presidente vá enviar comitivas para acompanhar a eleição no Brasil – tampouco os Estados Unidos, a quem Lula sugere que pode influenciar no pleito.
O TSE confirma que pelo menos sete organizações internacionais de renome vão acompanhar em Brasília a totalização das urnas, entre elas comitivas da OEA, Parlasul e União Europeia.

