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Brasília - 8 de outubro de 2026 - 20:21h
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Deu tudo errado no consórcio Lula – Dino – Paes

Crédito da fotomongagem: Aluysio Abreu, portal Folha 1
Crédito da fotomongagem: Aluysio Abreu, portal Folha 1
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O jogo do Poder tem nuances escancaradas e em outros momentos discretos, porém com evidências publicizadas das articulações entre portas. Foi o que aconteceu, sem vergonha nenhuma nas caras, no caso do Estado do Rio de Janeiro.

O ministro do STF Flávio Dino segurou no cargo de governador-tampão o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, após a renúncia do governador Cláudio Castro. Era um plano eleitoral para a Assembleia Legislativa (ALERJ) não eleger em votação indireta o deputado Douglas Ruas para o cargo.

Sem a caneta na mão no Palácio, o beneficidado direto foi o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que surfou nas pesquisas até mês passado como favoritíssimo em ser eleito no 1º turno para o Palácio Guanabara. O presidente Lula da Silva visitou o Rio de Janeiro duas vezes em campanha e , de cima do palanque, elogiou o juiz Couto por ajudar o Rio (entrelinhas, o projeto eleitoral).

Não se pode negar o poder de um povo subestimado em tempos atuais. A canetada monocrática de Flávio Dino – o mais político juiz do Supremo – teve um efeito devastador e silencioso na disputa eleitoral fluminense. Ao bloquear a seu gosto – e para ajudar o padrinho presidente – o direito constitucional da ALERJ em eleger um governador-tampão, o consórcio Lula-Dino-Paes, com Couto na poltrona, irritou tanto os deputados estaduais que a grande maioria se uniu para fazer campanha para Ruas, um dos seus.

Eis aí o resultado de hoje: Douglas Ruas, um nome bancado por Flávio Bolsonaro desde o início, eleito governador em 1º turno (e ninguém venha dizer que foi golpe de Garotinho). Lula perdeu o controle do 3º colégio eleitoral do País; Couto, um potencial futuro indicado para o STF lulista, “morreu” na praia (em caso de vitória de Flávio). E Dino? Bem, virou o Bobo da Corte.

Obs: Curiosamente, Paes trabalhou toda a campanha para o TRE impugnar a candidatura de Garotinho. Quando se viu no domingo (4) no cenário de derrota, nunca torceu tanto para que o TSE o validasse candidato para abrir caminho para o 2º turno. Era tarde. A demagogia também tem seu preço. Agora, quer buscar o STF, na tentativa de atropelar mais uma vez a lei por um projeto derrotado. A conferir se o Supremo vai fazer seu jogo.

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