Desde o 1º turno, os maiores institutos de pesquisa do Brasil não divulgam de imediato no site do Tribunal Superior Eleitoral o detalhamento das sondagens por municípios/Estados onde são feitas as entrevistas – e também não disponibilizam a lista de cidades onde pesquisadores coletaram dados.
Uma informação fundamental para entender perfis de eleitores, regiões abordadas e compreender números como a pesquisa Quaest de ontem, na qual Flávio Bolsonaro (PL) tem apenas um ponto percentual de vantagem sobre o presidente Lula da Silva. Ao contrário das eleições passadas, quando esta informação era publicizada no TSE tão logo a pesquisa era divulgada na mídia.
A da Quaest, de ontem, apareceu no link do Tribunal com este aviso: “Pesquisa não possui arquivo de bairros/municípios” – a exemplo de outras dezenas de outros institutos.
Questionada se poderia enviar à Coluna a lista de cidades visitadas, a assessoria da Quaest informou que estes dados só poderão ser demandados junto ao TSE, e emendou apontando o tribunal como dificultador:
“No segundo turno, o TSE implementou mudanças no sistema, passando a exigir a complementação de diversas informações e alterando tanto os prazos quanto a forma de disponibilização desses dados ao público. Como essas definições são de responsabilidade do próprio Tribunal, não temos como antecipar quando as informações estarão disponíveis”.

