A busca e apreensão num hangar de Brasília onde fica o jatinho do advogado Willer Tomaz, ligado ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), foi tiro n’água. As fotos e vídeos vazados para a mídia (não se sabe ainda por quem) de uma operação estritamente da Polícia Federal foram seguidas de uma insinuação de descoberta de sala-cofre sigilosa, com máquinas de contar dinheiro.
O cômodo, com porta-cofre, estava vazio. Ocorre que o hangar foi usado antes de Willer por táxi aéreo que transportava malote de bancos com dinheiro, daí a destinação da sala. Mas o episódio da PF – que teria recebido uma suposta denúncia anônima – cheira a arapongagem.
O caso lembra a operação da PF de março de 2002 que abateu em plena decolagem a pré-candidatura de Roseana Sarney (então governadora do Maranhão) à Presidência da República.
Ela abdicou da disputa após flagrante de centenas de maços de notas de R$ 50 no total de R$ 1,3 milhão num cofre na Lunus, empresa dela e do marido Jorge Murad em São Luís. O dinheiro não era declarado. No caso de Willer, não havia um centavo no chão, de acordo com as imagens vazadas. Mas tem gente que apostava tudo nessa Lunus 2.0.

