Não foi por falta de alertas (todos eles tímidos) ao presidente Lula da Silva. Mas a esposa, classificada por muitos entre portas de “deslumbrada”, comprou a briga até o desfile na Sapucaí, no Rio.
Agora, a conta vai chegar e o Tribunal Superior Eleitoral terá o desafio de, diante de tantas provas televisionadas e documentadas, decidir se houve abuso de poder econômico e propaganda eleitoral antecipada na homenagem da Escola de Niterói ao petista.
As cenas de atores insinuando Jair Bolsonaro preso são de menos. Lula pisou na pista para sambar e ser bajulado; a primeira-dama quase subiu num carro alegórico; há milhões de reais de dinheiro federal investidos na agremiação e um samba-enredo que é uma ode ao político em ano de campanha na qual tentará a reeleição.
O potencial adversário direto Flávio Bolsonaro será o 1º a denunciar o caso ao TSE. Uma enxurrada de ações populares e de partidos virão em seguida.

