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Brasília - 1 de fevereiro de 2026 - 4:38h
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Brasil lidera pessimismo sobre futuro entre países lusófonos, aponta Barometro

Brasileiro Antonio Lavareda apresentou a pesquisa Barometro, em Lisboa - Foto: Divulgação
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A pesquisa Barometro da Lusofonia 2026 indica que o Brasil é o país com a maior proporção de pessimistas entre as nações de língua portuguesa quando o tema é a expectativa sobre o próximo ano. Segundo o levantamento, 37% dos brasileiros acreditam que o País vai “piorar” ou “piorar muito”. O lançamento da pesquisa aconteceu na última quarta-feira (28), na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em Lisboa.

Vêm na sequência Angola (34%), Portugal (24%), Moçambique (28%) e Cabo Verde (22%), todos com percentual superior ao registrado na média geral, de 21%. Na outra ponta, o destaque é o Timor Leste, com apenas 1% de pessimistas.

Os mais otimistas sobre os próximos 12 meses são os respondentes de Timor-Leste (87%) e Guiné-Bissau (79%). Entre os brasileiros, 40% dizem acreditar que o país vai “melhorar” ou “melhorar muito”, abaixo da média geral do estudo, de 52%.

Também há contrastes na comparação entre expectativa futura e avaliação da vida pessoal. No Brasil, a média de satisfação com a vida atual é de 7,9, a mais alta do conjunto analisado, enquanto a expectativa em relação ao país foi a mais cautelosa. Na sequência vêm Portugal (7,4) e Cabo Verde (6,6), com uma média geral de 6,3 dos oito países consultados.

Para a 1ª edição do Barometro foram realizadas 5.688 entrevistas em uma pesquisa simultânea em países de quatro continentes: África (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe), América do Sul (Brasil), Ásia (Timor-Leste) e Europa (Portugal). Os dados foram coletados de setembro a novembro de 2025.

Outros recortes:

  • 64% no total dos países de língua portuguesa avaliam que imigração para seus países é positiva;
  • Saúde, educação e desemprego são os principais problemas dos países de língua portuguesa, segundo seus cidadãos;
  • Lusófonos veem países despreparados para extremos climáticos, mas tema fica fora de agenda cotidiana.

Coluna Esplanada, com informações da Assessoria

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