A delegada Priscila Luedy, conforme amplamente noticiado, flagrada presidindo inquérito em que indiciou o empresário Lucas Abud por violência doméstica sem revelar que o advogado da acusadora fora defensor da própria delegada, usou uma “vacina” ao assinar a peça.
Delegada vai se defender na Corregedoria e MP
Priscila Luedy assinou a peça junto com 4 delegadas plantonistas que estavam no plantão de um sábado em que ela recebeu seu ex-causídico e oficiou às 11 da noite contra Abud, mesmo que a denúncia fosse sobre um suposto fato ocorrido 5 anos antes. Não havia urgência. Ela vai responder na Corregedoria da Polícia Civil e Ministério Público.
Delegada buscou apoio de veteranas, mas não obteve
A delegada tentou que delegadas veteranas na defesa de violência contra mulheres assinassem com ela o seu relatório. Conseguiu apenas as plantonistas. Mas não muda nada: ela é quem presidiu o inquérito, agora sob suspeição.
Priscila Luedy só se tornou delegada graças a advogado da outra parte
A delgada só tomou posse graças ao advogado que atua no lado contra Abud e defende sua ex-exposa, Fabiana Gordilho, num divórcio milionário – ela pede 160 milhões de reais. O advogado, depois de Priscila ser reprovada e passar 10 anos tentando, conseguiu que ela fosse nomeada.
Suspeição e prevaricação serão levados ao âmbito legal
Por esses motivos, a delegada – apesar de colocar outras plantonistas para assinar a peça que tem ela como autora – terá que se explicar perante as autoridades. O curioso é que as dúvidas sobre ela chamam tanta atenção que põem sombra sobre suas acusações.
Policial Civil da Bahia afirma que está acompanhando o caso
Por meio de nota oficial, a Polícia Civil afirmou que não existe conflito “automático” de interesses em autoridades policiais que cuidam de casos de advogados. Mas não defendeu claramente a delegada. Ela será chamada a se explicar nas instâncias devidas. O espaço da coluna está aberto para a posição da delegada.
Leia também: Advogados são investigados pela OAB-BA por fraudes em processo de divórcio

