A Associação Nacional do Ouro (ANORO) enviou ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ofício nº 101/26 questionando o porquê de a instituição não prestigiar os brasileiros na compra do metal.
Representante de quatro das cinco corretores legalmente credenciadas a vender para o BC, a ANORO indagou “Quais são as razões jurídicas, prudenciais, regulatórias, contábeis, operacionais, logísticas, cambiais, reputacionais e estratégicas que levam o Banco Central do Brasil a não adquirir ouro ativo financeiro no mercado doméstico”.
Há 30 anos o BC tem priorizado a compra tímida do ouro no exterior, mas chamou a atenção das corretoras nacionais o grande volume adquirido para reservas no último ano. Hoje, o BC adquire ouro em especial dos EUA, Suíça e Emirados, e as brasileiras vendem principalmente para os países do Oriente Médio.
“Cuida-se de questão que alcança, simultaneamente, a soberania nacional, a eficiência administrativa (…)”, e “A aquisição externa pode importar dependência de cadeias internacionais de suprimento, custos e fricções logísticas adicionais, exposição cambial na etapa aquisitiva”, cita a ANORO. O Banco Central não tem se posicionado na praça sobre essas cobranças.

