O setor da construção civil deve seguir pressionado em 2026 por um elevado custo de produção, avalia João Pedro Camargo, sócio da incorporadora imobiliária de altíssimo padrão Liv Inc. O executivo cita a escassez de mão de obra qualificada, o elevado valor de serviços e insumos e a compressão das margens causada por eventuais atrasos e ajustes nos projetos como os principais gargalos do setor.
“A inflação ao consumidor está mais controlada, na faixa de 4% em 12 meses, mas o custo da construção segue bastante alto. Há demanda, mas ela convive com um ambiente de produção pressionado. Hoje, o gargalo está na execução, já que falta crônica de mão de obra e insumos caros comprimem margens de lucro. Não há espaço para erro”, afirma Camargo.
A Liv Inc – Kopstein atua no segmento de altíssimo padrão em São Paulo, com empreendimentos nos Jardins e na Vila Nova Conceição, e VGV (Valor Geral de Vendas) total estimado em R$ 3,4 bilhões.
Em dados divulgados nesta semana, o INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) avançou 0,63% no mês e acumulou alta de 6,01% em 12 meses, acima da inflação geral medida pelo IPCA, cuja prévia, o IPCA-15, foi de 0,20%. Em 12 meses, a inflação acumula 4,50%.
Outro indicador mostra que a confiança dos empresários do setor, captada pelo Índice de Confiança da Construção, calculado pela FGV, registrou ligeira recuperação em janeiro, com 94 pontos. Em dezembro, o indicador havia recuado para 91,4 pontos, o menor nível desde 2021. Em janeiro de 2025, marcava 94,9 pontos.
Coluna Esplanada, com informações da Assessoria

