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Brasília - 2 de fevereiro de 2026 - 20:20h
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Delegada Priscila Luedy entra na mira do MP da Bahia por atuação em investigação

Delegada Priscila Luedy, da Polícia Civil da Bahia - Foto: Reprodução
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Depois da ação feita pelo ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo junto à Corregedoria da Polícia baiana, a delegada Priscila Luedy vai encarar investigação do Ministério Público. Cardozo impetrou representação contra ela para que os procuradores apurem se a delegada prevaricou e agiu com parcialidade num processo contra o empresário Lucas Abud.

O cerne da polêmica é que Priscila Luedy recebeu denúncia num plantão de sábado à noite, sem provas, e determinou medidas protetivas contra Lucas Abud por supostos atos de violências que, se tivessem ocorridos, teriam sido cinco anos antes. Ainda assim, às 10 horas da noite de um sábado ela determinou as protetivas. E a Justiça negou.

Advogado da acusadora é o mesmo que defendeu a delegada

A delegada omitiu que o mesmo advogado que foi procurá-la no plantão de sábado é o que, um ano antes, havia conseguido garantir que ela se tornasse delegada após 11 anos tentando entrar na carreira. O que o MP vai analisar agora é se a conduta da delegada e todos os seus atos estão sob suspeição.

Divórcio milionário

O caso da delegada faz parte da maior trama jurídica da Bahia atualmente, o “divórcio milionário” de Fabiana Gordilho e Lucas Abud. O cérebro por trás de todas as articulações é o advogado Eugênio Kruschewsky, que trabalhou para o Banco Master e tem convocação pedida para a CPI do INSS.

A Coluna procurou a delegada para uma resposta em sua defesa, que por sua vez passou a demanda para a assessoria da Polícia Civil da Bahia.

Em nota à reportagem, a assessoria da Polícia informou “que não existem investigações sobre qualquer tipo de ação da autoridade policial em questão, tendo em vista também que o parecer do Ministério Público afirma não haver suspeição sobre as condutas da delegada. Também informa que não houve indicação de qualquer vício concreto que contamine provas do procedimento de Polícia Judiciária”.

A resposta da assessoria da Polícia – e não da delegada – carece de explicações detalhadas sobre como são os trâmites investigativos. Enquanto ela foge do contato com a imprensa e diz não ter nada contra sua conduta, o MP ainda inicia o processo de apuração, como publicamos. A Coluna mantém a versão sobre a denúncia do advogado José Eduardo Cardozo em nova investigação sobre a delegada.

Leia também: Caso Lucas Abud: delegada suspeita assina inquérito e usa “vacina”

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