A guerra no Oriente Médio pode gerar impactos indiretos sobre a oferta de resseguro no Brasil. Conflitos envolvendo países estratégicos como Irã, Iraque e EUA são monitorados por resseguradoras internacionais, sobretudo pelos possíveis efeitos sobre cadeias logísticas, rotas marítimas e comércio exterior.
Segundo Rafaela Barreda, presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (FENABER) em cenários de instabilidade, pode haver ajustes de capacidade e de precificação, especialmente em áreas como transporte marítimo, energia e logística.
“É importante destacar, no entanto, que o resseguro existe justamente para avaliar, absorver e equilibrar riscos. A indústria opera com forte diversificação geográfica e setorial, o que permite balancear resultados. Quanto maior a concentração de exposição em uma única região, maior a volatilidade potencial. Por outro lado, ao distribuir capital globalmente, os resseguradores aumentam sua capacidade de manter estabilidade e solvência mesmo diante de eventos adversos localizados”, afirma Rafaela.

