As robustas Frentes Parlamentares do patronato – leia-se agronegócio, indústria e serviços – se reuniram em debates e almoços nessa semana e já avisaram ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que vão trabalhar nas lideranças para adiar para 2027 o debate da PEC do fim da jornada 6 x 1.
Os argumentos são diretos e bem amparados: estudos já prontos mostram uma regressão na economia do País, um peso maior nas costas do patrão, redução na geração de empregos. E, em outra frente, o que mais repetem entre gabinetes: é uma proposta totalmente eleitoral, em ano de campanha presidencial.
“Vão querer vender ilusão atrás de votos, apenas”, diz um parlamentar.
Em suma, por mais que o PT e aliados avisem sobre concessões na ementa original, na visão das Frentes não dá para fechar uma jornada menor sem redução de salário – item que os entusiastas da proposta não colocam nas negociações. A ideia, então, é adiar e depois arquivar.

