A aproximação das eleições tem feito a Justiça acelerar julgamentos capazes de abater candidaturas de governadores. Dois governadores correm risco direto: Gladson Cameli, do Progressistas (PP), no Acre, e Antonio Denarium, também do Progressistas (PP), em Roraima.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou para 15 de abril a retomada do julgamento de Cameli, denunciado por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação. A ação penal é resultado da Operação Ptolomeu, que investigou esquemas de desvios de recursos públicos.
A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, votou pela condenação de Cameli a 25 anos e 9 meses de prisão. De acordo com o relatório, o governador teria promovido contratações fraudulentas para beneficiar empresas ligadas a seu irmão, Gledson Cameli. Caso seja condenado, ele ficará inelegível — vale lembrar que Cameli já renunciou ao cargo com a intenção de se candidatar ao Senado.
Já Denarium está sob risco com a retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo apura abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, especificamente pelo uso indevido de programas sociais. O julgamento havia sido interrompido por um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques, mas, com os prazos esgotados, o processo deve retornar à pauta nas próximas sessões.
Denarium, que também planeja concorrer ao Senado, foi condenado em primeira instância e recorreu. No TSE, o placar atual conta com os votos da relatora Isabel Gallotti e do ministro André Mendonça, ambos favoráveis à cassação do governador.

