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Autofagia no STF dá chance a processos da Lava Jato

Autofagia no STF dá chance a processos da Lava Jato

Quem conhece os bastidores da toga no STF conta à Coluna que haverá calorosos embates entre o ministro Gilmar Mendes e o presidente Luiz Fux na temporada 2021. O que se diz entre portas é que Fux, chateado com a proximidade do presidente Jair Bolsonaro com Dias Toffoli e Gilmar, articulou com o restante dos colegas excluir da pauta da Segunda Turma as ações referentes à Operação Lava Jato.

É ali, na Segunda Turma, que Kassio Nunes vai estrear no lugar de Celso de Mello – que participou da articulação. Kassio chega ao STF claramente apadrinhado por um consórcio de partidos como PT, PSB e principalmente o Progressistas, cujo presidente é o senador Ciro Nogueira, neoaliado forte de Bolsonaro e denunciado pela PGR na esteira da operação. Ciro chegou a comemorar a indicação nas redes sociais.

O presidente Luiz Fux convenceu todos os colegas, na decisão, com argumento válido: o plenário já não está tão sobrecarregado de processos como antes.

A Segunda Turma é composta por Gilmar, Carmen Lúcia, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello – que dará lugar a Kassio.

Tenso

Kassio Nunes é treinado diariamente para responder, sem gaguejar, inconsistências no currículo: pós-gradução negada por universidade espanhola; doutorado obtido há poucas semanas, enquanto no currículo aparece já um pós-doutorado. Além da sua proximidade com políticos do PT, PSB e Progressistas do Piauí.

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