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Brasília - 9 de junho de 2026 - 6:53h
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Biossimilares terão preços fixados e podem reduzir custos em 70%

Foto: Elza Fiúza/ABr
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Medicamentos com potencial para redução de custos hospitalares em mais de 70%, os biossimilares terão seus preços fixados pela primeira vez a partir da semana que vem, quando entrará em vigor a resolução 3/2025 da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), estabelecendo desconto obrigatório de pelo menos 20% em relação ao valor dos seus originadores.

A expectativa do mercado, como para a farmacêutica global Organon, especializada em saúde da mulher, é que a medida amplie ainda mais a oferta de tratamentos de ponta de altíssimo custo no SUS e em planos de saúde, com gastos menores, além de permitir a criação de um ambiente competitivo com mais players, e o domínio tecnológico e da cadeia produtiva no Brasil.  

“Não se trata só de uma questão de economia, mas também de justiça social, soberania tecnológica e segurança para o sistema de saúde como um todo, principalmente para tratamentos de câncer, reumatologia e doenças raras”, conta a diretora de relações institucionais da Organon, Tássia Ginciene.

“A nova resolução trará clareza de equilíbrio econômico-financeiro porque o mecanismo de determinação de preços não incluía os biossimilares. Quanto mais atrativo o mercado, mais competidores haverá, reduzindo preços e o risco de desabastecimento. E o Brasil poderá se beneficiar com a transferência de tecnologia para futura autossuficiência na produção de biossimilares nacionais”, complementa ela Tássia.

A redução de gastos hospitalares é apontada em estudo liderado pelo reumatologista Valderílio Azevedo, doutor em ciências da saúde e professor da Universidade Federal do Paraná, e membro do conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Reumatologia, com dados de 2023, que aponta para uma economia de 71,1%. Nada mal em tempos que exigem cortes de gastos públicos.

A nova resolução antecipa a chegada da terceira onda de biossimilares, prevista para o próximo ano, voltada para imuno-oncologia, com medicamentos para mais de 30 tipos de câncer em tratamentos que custam cerca de R$ 400 mil por mês.

Coluna Esplanada, com informações da Assessoria

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