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Brasil pode perder 5% dos voos com a recuperação judicial da GOL

Foto: Reprodução
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Num momento em que o Governo Federal quer fomentar as viagens aéreas no Brasil, a recuperação judicial da GOL Linhas Aéreas sofre turbulência e pode ser um entrave no programa da Ministério de Portos e Aeroportos de passagens a R$ 200.

A GOL se encontra em processo de recuperação judicial nos Estados Unidos. O pedido foi feito em janeiro deste ano, com base no “Chapter 11” – legislação norte-americana que permite à empresa manter-se em operação enquanto reestrutura suas contas. De acordo com as negociações com seus arrendadores, a GOL deverá devolver até 16 aeronaves Boeing 737. No Brasil, essas 16 aeronaves podem operar em média 90 voos por dia – uma oferta diária de 19 mil assentos.

Se os aviões forem parar nas mãos de companhias aéreas estrangeiras, o Brasil terá então uma redução de 5% na sua oferta diária de voos – já que, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, o mercado doméstico brasileiro tem, em média, 2 mil voos por dia.

A Coluna apurou com especialistas do setor, que pediram anonimato, que perder ativos tão valiosos em tempos de escassez mundial de novas aeronaves será um duro golpe para um País que precisa ampliar o acesso à aviação por meio de programas como o Voa Brasil. Atualmente, o Brasil registra somente 0,5 viagem aérea per capita por ano, um dos índices mais baixos do mundo. Nos EUA a média chega a 2,6; na Espanha, é de 4,5; e no Chile, é de 1,2.

Em contato com a reportagem, a assessoria da GOL emitiu a seguinte nota:

“Estamos satisfeitos com as negociações e acordos de arrendamento de aeronaves alcançados até o momento, à medida que nos concentramos em garantir que a GOL tenha a capacidade certa para continuar a atender nossos destinos atuais e nossos planos de expansão. A disponibilidade atual de aviões nos permite escolher quais aeronaves e parcerias de leasing são adequadas para a GOL, à medida que continuamos a posicionar melhor nossa frota para o futuro. Seguimos tendo conversas positivas com os nossos parceiros arrendadores de aeronaves e esperamos chegar a um acordo sobre aviões adicionais nas próximas semanas”.

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