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Brasil vai se reaproximar do Irã

Na conversa com oito deputados federais em seu gabinete, no Itamaraty, dia 18, o chanceler Luiz Alberto Figueiredo se mostrou surpreso com o novo presidente do Irã, mais moderado que Ahmadinejad. Considerou ‘muito positivos’ os sinais de Teerã sobre a tentativa de retomada das negociações com a ONU sobre inspeções nucleares. Disse que o Brasil vai continuar apoiando o Irã, mas que o presidente Hassan Rowhani ‘precisa mostrar gestos’ para essa reciprocidade. Se não estiver mentindo, Rowhani é o oposto do antecessor: não nega o holocausto e na ONU pediu fim de armas nucleares.

Abrindo portas. Embora reservado, o inédito encontro com os deputados da Comissão de Relações Exteriores, no gabinete do chanceler, foi muito elogiado entre congressistas.

Alvo fácil. A despeito da revelação da espionagem americana contra o governo, o Itamaraty toma o cuidado para que a relação diplomática com Irã não cause estranheza aos EUA.

Cautela. ‘Os sinais’ de Teerã captados podem mudar a relação do Planalto com o Irã. A presidente Dilma evitava Ahmadinejad. Deve ser diferente com o novo presidente.

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