A estreia da face política baiana da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal vai render muito ainda, se os investigadores irem a fundo no nascedouro do Banco Master junto ao CredCesta. As buscas contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) são apenas o início do cerco.
Os policiais já investigam a ligação de Daniel Vorcaro, “banqueiro” do extinto Master, com a banca de Eugênio Kruschewsky, que lhe dava suporte jurídico no programa de consignados do Governo da Bahia.
Wagner e o agora ministro palaciano Rui Costa, seu sucessor no Palácio Ondina, entraram em reza forte. Junto com os advogados de Vorcaro e desembargadores do Tribunal de Justiça, onde a PF já fez uma limpa na Operação Faroeste há poucos anos.
A PF agora vai puxar o fio para saber se os R$ 54 milhões pagos por Vorcaro à Banca Kruchewsky (também procurador do Estado) foram direcionados apenas para o escritório. Ana Patrícia Leão, advogada subestabelecida no Caso Master, também pode entrar na mira.
Operação Faroeste
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