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Dilma alerta órgãos de inteligência sobre Rolezinhos

Dilma alerta órgãos de inteligência sobre Rolezinhos

Por determinação da presidente Dilma Rousseff, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, monitora a onda de Rolezinhos no País.

Fontes palacianas confirmam que a presidente determinou aos órgãos de inteligência que fiquem em alerta sobre o fenômeno. Dilma teve há poucos dias uma reunião com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Elito Carvalho, mas neste encontro, garantem, não se falou em Rolezinho. Uma fonte da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) diz que a presidente determinou que a Abin monitore os movimentos nas ruas. Procurada, a assessoria da Abin informa que não foi acionada sobre o caso.

Na avaliação da presidente e assessores próximos, os Rolezinhos são por ora um movimento sócio-cultural, sem risco, porque não há infiltração política ou violência. Quem está a cargo da interlocução é Gilberto Carvalho. A orientação dada aos governadores é para que a PM apenas monitore os grupos, sem confronto – a não ser que seja provocada, o que não ocorreu.

É justamente um eventual confronto que preocupa a presidente Dilma, se os chamados black blocs entrarem na onda. Ela teme duas situações que podem ser iminentes: a infiltração dos mascarados e militantes políticos da oposição (ao governo federal ou aos governos estaduais) e um episódio violento de confronto entre policiais e jovens, que pode desencadear um efeito dominó em todo o País, às vésperas do Carnaval.

Se a onda cresce, chega às portas dos estádios durante a Copa. Dilma quer evitar uma nova versão das manifestações de Junho passado, quando milhares de pessoas foram às ruas, por protestos diversos, mas principalmente movidas pelas redes sociais.

2 comments

  • Ardaga Widor

    De tanta pressa esqueci colocar, também, o José Mujica ao lado de Mandela e Havel. Como contrário VIVO à Dilma.

  • Ardaga Widor

    1) “a presidente determinou que a Abin monitore os movimentos nas ruas”
    2) “Na avaliação da presidente e assessores próximos, os Rolezinhos são por ora um movimento sócio-cultural, sem risco, porque não há infiltração política”

    Já vi o poder do Poder transformar e desfigurar (eticamente) muitas pessoas. Em meio século. Só não digo “todas” porque tive a honra de ser contemporâneo de Nelson Mandela, de Vaclav Havel, .
    Mas o caso da Dilma Rouseff, também, é digno de entrar na História. No outro extremo de fenômenos singulares.
    Um ser humano que (era uma vez) foi brutalizado pelos diversos executores do Poder, uma vez no Poder, se alinha aos padrões que ele outrora sofreu como objeto, agora como aplicador soberano. Atônito. Sinto-me. Diante esta incorporação (do mal). E gostaria muito ouvir as idéias de psiquiatras a respeito.

    3) ”Se a onda cresce, chega às portas dos estádios durante a Copa. Dilma quer evitar uma nova versão das manifestações de Junho passado, quando milhares de pessoas foram às ruas, por protestos diversos, mas principalmente movidas pelas redes sociais.“

    Alguém me explique a “indignação” da Dilma sobre os serviços não legais (e ilegais) da parte da NSA do colega Obama…

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