A recusa familiar é um dos principais desafios dos transplantes de órgãos no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), 45% das famílias recusaram a doação após a morte encefálica de um ente querido em 2025.
Cerca de 74 mil pessoas aguardam por uma doação no País. A campanha Setembro Verde reforça a importância de se conversar com a família sobre o desejo de doar, atitude que pode salvar vidas.
Apesar desse obstáculo, o Brasil registrou 4.335 doadores efetivos em 2025, o maior número da última década, e 27.725 procedimentos. Os transplantes de córnea e renais lideraram o volume de procedimentos, seguidos pelos transplantes de fígado, coração, pâncreas e pulmão.
“Um único doador pode transformar a vida de até oito pessoas que aguardam por um transplante, além de beneficiar outras por meio da doação de tecidos. O Brasil tem o maior programa público de transplantes do mundo, e o Sistema Nacional de Transplantes é uma das políticas públicas mais bem-sucedidas do País, mas precisamos avançar na conscientização das famílias, porque informação e diálogo podem fazer a diferença em um momento de dor e permitir que uma decisão se transforme em oportunidade de vida para outras pessoas”, destaca a Tainá de Sandes, presidenta da ABTO.

