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Edward Hopper no Grand Palais

Por Pedro Nonato *

Uma grande retrospectiva do famoso pintor americano Edward Hopper (Nyack, 22 de julho de 1882 – New York, 15 de maio de 1967) acaba de abrir ao público, em Paris, no Grand Palais, com cerca de 130 pinturas e aquarelas.

Essa exposição, que ficará em cartaz até o dia 28 de janeiro, traça a evolução do trabalho de Hopper, desde os anos de formação entre 1900 e 1925 até à maturidade na década de 60.

As obras de Hopper são conhecidas por retratar a evolução da sociedade americana durante o século XX, como o seu mais famoso trabalho, Nighthawks (1942), mostra clientes sentados em um balcão de um restaurante que, em meio a um sensacional jogo de luz retrata uma noite pacífica do lado de fora enquanto os clientes, sentados ao balcão, ficam isolados.

Em termos de tema, ele pode ser comparado ao também pintor americano Norman Rockwell, mas enquanto Rockwell alcançou o sucesso retratando a imagem rica de uma pequena cidade, Hopper descreve o mesmo com uma incrível sensação de solidão que vem com a vida na cidade grande.

Além de Nighthawks, merecem destaque Automat (1927), que retrata uma mulher sozinha olhando para uma xícara de café em uma lanchonete à noite; Chop Suey (1929), que retrata duas mulheres em conversa num restaurante e ainda Office in a Small City (1953), que retrata um homem sentado num escritório de canto olhando para a paisagem exterior.

Duas grandes mostras anteriores alcançaram enorme sucesso: a primeira em 2004, quando uma seleção de pinturas de Hopper esteve no Museum Ludwig, em Colônia e na Tate Modern em Londres – que se tornou a segunda mais popular na sua história, com 420 mil visitantes nos seus três meses em cartaz e a segunda foi em 2006, para comemorar os 75 anos do Whitney Museum.

A influência de Hopper no mundo da arte e da cultura pop é inegável, basta ver as diversas “homenagens” à sua obra Nighthawks que trazem personagens de desenho animado ou mesmo famosos ícones da cultura pop como James Dean e Marilyn Monroe e que são encontrados em lojas de presentes.

O uso dramático de luzes e da escuridão também fez dele o favorito entre os cineastas, como por exemplo, diz-se que House by the Railroad (1925) influenciou Alfred Hitchcock no filme Psycho e ainda teria influenciado Terrence Malick no filme Cinzas do Paraíso.

Em 2004 o guitarrista britânico John Squire lançou um álbum chamado Marshall’s House onde cada música foi teve sua inspiração e título devido à uma pintura de Hopper.

* Publicitário, colaborador correspondente da Coluna Esplanada na Europa

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