Se o fim da escala 6×1 preocupa o patronato, o estudo “Impactos econômicos e redistributivos da redução da jornada de trabalho no Brasil”, dos economistas Vicente Heinen e Fabio Freitas, do Grupo de Indústria e Competitividade (GIC), da UFRJ, aponta que a medida pode elevar o PIB do País em 0,2% e gerar até 1,4 milhão de empregos formais.
Os dados beneficiaria diretamente cerca de 21 milhões de trabalhadores de baixa renda. A pesquisa estima que a mudança elevaria os custos totais da economia em cerca de 0,4%, com impacto de 0,5 a 0,6 ponto percentual na inflação ao consumidor.
Os autores consideram mecanismos de adaptação das empresas, como reorganização de turnos, contratação de trabalhadores, horas extras e ganhos de produtividade, que podem compensar parte dos custos associados à redução da jornada.
O desafio é: de onde o patrão vai tirar dinheiro extra para isso, e onde encontrará funcionário capacitado num país que tem falta de profissionais?

