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Juízes federais paralisam atividades

Mais segurança para juízes ameaçados de morte em todo o país, reposição salarial e a implantação de outros quatro tribunais regionais federais no Brasil. Estes entre outros itens compõem a pauta dos magistrados da Associação Nacional de Juízes Federais (AJUFE), que paralisam pela segunda vez este ano suas atividades, nesta quarta, durante todo o dia.

O presidente da AJUFE, juiz Gabriel Wedy, espera agora 99% de adesão da classe – em 27 de abril passado, na primeira mobilização, foram 90%. Desta vez, juízes trabalhistas se unem à causa. A segurança é a principal grita da categoria. “O juiz federal é o maior alvo da violência, somos nós quem colocamos o narcotraficante na cadeia”, sentencia, para esta coluna, ao lembrar que hoje são 27 juízes federais alvo da máfia. “Devem ser uns 200 ao todo no País”, complementa.

Poucas semanas antes do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em Niterói, Wedy alertava as autoridades para a situação da classe, ao levar oito juízes ameaçados de morte ao Congresso. Por conta deste cenário, uma das reivindicações da AJUFE é a aprovação no Congresso do Projeto de Lei 3 de 2010, que cria órgão colegiado de magistrados para julgar casos de narcotráfico.

Criticada pelos altos salários de juízes e apontada pelos advogados da União como causadores de um movimento que pode sobrecarregar a categoria, a AJUFE explica que não quer maiores salários, e sim reposição de pelo menos 20% de perdas salariais desde 2005, em razão de a classe ter aberto mão de ganhos adicionais à época da aprovação do teto constitucional para os salários de magistrados e ministros.

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