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Linha cruzada custará emprego a ministro

O ministro Paulo Bernardo soube por recado velado que não vai continuar no Ministério das Comunicações, e manobra para tentar emplacar na vaga seu secretário-executivo, Genildo Lins. Ele foi detonado por Lula numa conversa com a presidente Dilma. Lula está ajudando os espanhóis da Telefónica (Vivo) e não gostou de declaração recente de Bernardo, sobre o risco de fusão da Vivo com TIM. A ira de Lula contra o ministro tem motivo extra: o ex-presidente tem viajado no jatinho dos executivos da Vivo.

Boi na linha. Na linha cruzada, não é segredo na cúpula das teles: Lula virou o lobista da Telefónica, e Bernardo tem, digamos,uma grande simpatia pela Oi, concorrente da Vivo e TIM.

Ruído. Veladamente, a presidente Dilma desautorizou o ministro dar declaração sobre a negociação da Vivo com TIM. Sequer insinuar, como ele fez, que o CADE pode barrar.

Sem sinal. Não bastasse ter ganhado de graça a ira dos dois chefes, Bernardo pode deixar na mão o setor de radiodifusão que apoia a campanha de Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná.

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