A classe política do Rio de Janeiro estará toda ligada no canal da TV Justiça hoje à tarde quando será retomado o julgamento que definirá o futuro do Rio de Janeiro.
Contudo, ontem no voto do ministro Cristiano Zanin foi revelado o que no fundo o partido do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), agora pré candidato à governador deseja: implodir a linha sucessória e manter o Presidente do TJ/RJ, Desembargador Ricardo Couto, até as eleições de outubro.
Diz um experiente jurista a esta Coluna, que será algo completamente inusitado caso o STF venha a fazer isso. Alertou este nobre causídico que na democracia a separação de poderes com pesos e contra pesos garantem a normalidade democrática, portanto, se for verdade que a ALERJ não reúne condições morais para fazer cumprir a constituição e a linha sucessória, como ficam as instituições que norteiam e balizam a democracia.?
O nobre foi ainda mais além, e alertou que se essa for a premissa do STF, significa dizer que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e seus 70 deputados a partir de agora estão impedidos de legislar e fiscalizar o Estado.
Caso o STF mantenha Ricardo Couto no comando do Rio de Janeiro, o acúmulo de funções nos próximos meses podem prejudicar tanto a pauta do Judiciário local quanto o andamento dos serviços básicos do Estado, diante da ausência de um governador que tradicionalmente faz a interface diária com secretários e prefeitos.
O ex prefeito e agora pré candidato a governador Eduardo Paes (PSD), ao que tudo indica está com medo das urnas e tem usado de todo e qualquer expediente para tentar levar as eleições, ainda que seja nos lindos tapetes das cortes e tribunais.

