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O mundo é nylon. E daí?

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Por Pedro Nonato *

O mundo é “nylon”. Outro dia escutei essa frase que fecha a questão de um embate entre as duas cidades – Nova York e Londres – que lançam e definem os tendências mundiais em diversos campos da cultura e da moda do planeta.

É verdade que Paris, Milano, Tókio e Shanghai têm seu peso, mas sem a ressonância do tambor de “nylon”, seria bem mais difícil alcançar resultados globais.

Outro dia me questionaram por que escolhi morar em Paris e não em Nova York ou Londres. A resposta é mais óbvia em questão à NY: a Europa é mais indicada por ter um maior campo para a minha atuação profissional.

Já para não ter escolhido Londres tenho que suar um pouco mais para explicar, afinal Londres é menos cara, mais limpa, com transporte e facilidades melhores, as pessoas gentis e, para completar, há muitas empresas e veículos de comunicação no segmento da electronic dance music, o meu negócio.

Posso tentar dizer que Paris é mais central no continente, que por ser 15 vezes menor em área é mais charmosa, que por ter 4 vezes menos habitantes é mais acolhedora, que a língua me é comum e por aí vamos.

Mas o que mais gosto de dizer é que Paris é mais calma, apesar de tantos milhões de turistas e que Londres (assim como NY) é muito agitada e que tem uma infinidade de coisas novas e eventos acontecendo.

Hoje procuro o contrário, viver com paz, tranquilidade e simplicidade e, por comparação, seria como morar no Rio (Paris) e curtir São Paulo (Londres) de vez em quando, com tudo que lá tem de bom. Ou, a que mais gosto de dizer, morar em Petropólis e curtir o Rio de vez em quando.

Admito que o mundo é mesmo “nylon” ou, melhor dizendo, é NY-LON. Mas e daí?

Morar em Paris é meu sonho realizado, desde que estive aqui pela primeira vez, em 1978, sempre pensei como poderia voltar para morar e trabalhar na Cidade Luz que tanto gosto.

E sonhos não se trocam, apesar de serem duas cidade encantadoras.

* Publicitário brasileiro e colaborador-correspondente da coluna em Paris

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