Por Carlos Alberto Santana*
Inovação sem erro é ficção. Tenho certa desconfiança de empresas que dizem valorizar a inovação, mas procuram um culpado assim que algo dá errado. Ao acompanhar empresas e projetos em estágio inicial, vejo que parte do trabalho é justamente testar hipóteses. Há respostas que ainda não existem. Elas surgem à medida que a ideia encontra o mercado.
Amy Edmondson, professora de HARVARD, chama isso de erro inteligente. Ele acontece em território novo, dentro de um experimento controlado, e produz informações que ajudam a tomar a próxima decisão.
É bem diferente do erro causado por negligência, desatenção ou descumprimento de regras. Colocar tudo no mesmo pacote custa caro. As pessoas escondem problemas, evitam testar ideias e repetem caminhos conhecidos para se proteger.
Por isso, costumo observar um aspecto antes de qualquer teste: Qual é o tamanho do experimento?
Prefiro começar pequeno, limitar o risco, acompanhar os resultados e corrigir o rumo com rapidez. Inovar também é saber quanto podemos arriscar para aprender.
Carlos Alberto Santana*
Sócio-fundador da CS Invest/Advisor e Investidor em Estruturação de Negócios em Trânsito, Mobilidade e Tecnologia

