Com um Fórum de Lisboa menor que o pomposo do ano passado, diante do cenário delicado para o Judiciário, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, arriscou e saiu-se menor. Muitos ilustres não foram, e como notório, centenas de servidores federais e estaduais foram cedidos sob ônus de seus Governos.
O famigerado “Gilmarpalooza” chegou à sua edição de 2026 sob a síndrome do passeio: um evento em Portugal para debater muito sobre o Brasil – algo que poderia ser feito em qualquer faculdade do País.
Para piorar, os três dias de passeio, ops!, evento em Lisboa foram coroados no encerramento, com a bomba lançada por Malu Gaspar, do “O Globo”, sobre o ilustre palestrante Alexandre de Moraes: a delação de Daniel Vorcaro, rejeitada pela PF, continha um anexo sobre mais um contrato de R$ 50 milhões do “banqueiro” com a esposa-advogada do ministro do STF.
Foi um ti-ti-ti no plenário e nos corredores de deixar corados os togados do palco. Com tudo isso latente, Gilmar Mendes perdeu uma ótima oportunidade de manter o nível do evento sem dinheiro público: o servidor público que para lá foi, do menor nível até ministro do Judiciário, poderia ter pagado suas passagens, hospedagem e alimentação. Não o dinheiro público, como tem sido.

