Dados inéditos da LCA Consultores traduzem o tamanho do abismo: enquanto as farmacêuticas alcançaram margem líquida média de 20,1% ao ano entre 2010 e 2025, as operadoras brasileiras chegaram a 3,5% no mesmo período. Com os medicamentos saltando de 7,3% para 10,2% das despesas assistenciais em cinco anos (alta de 40%), o setor de saúde suplementar alega que a conta ficou desequilibrada.
Para a FenaSaúde, entidade que reúne alguns dos maiores players do setor, o alto faturamento dos planos não mostra todos os lados da equação desse mercado que sustenta um amplo ecossistema de atendimento a 53 milhões de brasileiros.
Embora 2025 indique uma recuperação (com margem de 7%), entre 2021 e 2024 a margem sem resultado financeiro (que é o que sobra para as operadoras) foi negativa em 1,7%. Para se ter uma ideia, o setor de serviços lucrou, em média, 8,7% ao ano no mesmo período.

