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“Quero economizar o máximo para me adaptar à queda dos royalties”, diz Pezão

“Quero economizar o máximo para me adaptar à queda dos royalties”, diz Pezão

Será um ano difícil, de ajustes na economia no plano nacional e regional, diante da recessão na economia – um desafio comum para a presidente Dilma e para os governadores. Em um papo com o repórter nesta terça-feira à tarde, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), citou a meta de cortes em torno de R$ 1,5 bilhão anunciada ontem, e adiantou o que fará em algumas áreas.

Comandante do terceiro colégio eleitoral do País e do maior produtor de petróleo do Brasil, o peemedebista, que ascendeu ao Poder sob as bênçãos do ex-governador Sérgio Cabral (que sumiu do mapa político), elenca o controle do custeio, a segurança, a saúde como temas prioritários da gestão que se inicia após sua reeleição (assumiu o governo em maio do ano passado, com a renúncia de Cabral por motivos pessoais, numa jogada estratégica).

CORTES

“Vou cortar no custeio, como em contratos terceirizados, assessorias, contas de telefone, aluguel de carros. Quero economizar o máximo para me adaptar à queda dos royalties (de petróleo). Estávamos trabalhando com previsão de barril a US$ 105 e está por volta de US$ 40″.

Um detalhe, quando Cabral assumiu o Estado em 2006, o seu secretário da Fazenda foi Joaquim Levy, que anunciou um corte drástico nos custos da máquina e equilibrou as contas, tal como o agora ministro da Fazenda tentará no governo federal.

MARACANÃ

“A Procuradoria do Estado estudo se haverá necessidade de fazer uma nova licitação”. A operação do novo estádio ficou cara para o governo. Ainda não há parceiro. O estudo inicial, muito antes da Copa, previa a demolição do parque aquático Julio Delamare e do Museu do Índio, o que não aconteceu. Isso daria viabilidade econômica ao projeto da nova arena, porque no local seria construído um shopping.

HOSPITAIS

“Vou conversar com o ministro (Artur) Chioro, da Saúde, para pedir a reabertura das emergências dos hospitais federais no Rio e uma integração mais forte. Também pedirei à presidente Dilma reforço no ‘Mais Médicos’ para o Rio”. Segundo o governador, a UPA – Unidade de Pronto Atendimento, lançada por Cabral para desafogar as emergências dos hospitais, é um programa de sucesso, mas há a necessidade de este reforço na parceria com as emergências das unidades federais.

SEGURANÇA

“O foco é o combate ao crime e aos armamentos. O Rio é cercado por rodovias. Precisamos da atuação forte da Polícia Federal e da Rodoviária Federal. Talvez uma operação de três a quatro dias de início (nas divisas dos Estados do Sudeste)”. O governador esteve ontem em Brasília com os colegas Paulo Hartung (ES), Geraldo Alckmin (SP) e Fernando Pimentel (MG) para reivindicar um plano conjunto com o Ministério da Justiça e as Forças Armadas.

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