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Racismo se repete nos comércios Brasil adentro

Racismo se repete nos comércios Brasil adentro

O jovem Matheus Fernandes, 18, negro, pobre, foi agredido por supostos seguranças à paisana de um shopping do Rio de Janeiro, porque suspeitaram que ele roubou um relógio das lojas Renner. Ele havia pagado R$ 300 pela peça, para presentear seu pai. O caso se soma a tantos, diários, que não chegam aos olhos e ouvidos dos brasileiros.

Este crime de racismo remete a episódio em Belo Horizonte, de muitos anos atrás, que está no prelo de um livro e contado pelo ex-menor que foi parar na Febem: Ele vislumbrava comprar um tênis Nike em destaque na vitrine de loja no Centro. Trabalhou meses para isso. Quando entrou na loja, descalço e sujo, com dinheiro no bolso para aquisição, foi expulso e agredido pelo segurança, que suspeitava de roubo.

O engraxate voltou para casa revoltado, aos prantos; Pegou o revólver do irmão, retornou ao mesmo comércio e levou o tênis empunhando a arma.

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