Como garantir que recursos destinados a políticas e programas sociais cheguem a quem precisa? O tema será debatido no 12º Seminário da Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação, que acontece de hoje a sexta-feira, na Fiocruz Brasília. Gestores e especialistas discutirão crise climática, Inteligência Artificial, equidade racial, saúde e educação. E como evidências podem melhorar decisões e a aplicação de recursos.
Com o tema “Inovação para o Impacto Coletivo: Novas Fronteiras da Avaliação”, o encontro discute como tornar as políticas públicas mais eficientes.
“Produzir um relatório que não muda prioridades, orçamento ou execução resolve pouco. O seminário foi organizado para aproximar métodos e gestores que precisam tomar decisões concretas”, afirma Marcia Joppert, diretora da RBMA. A Inteligência Artificial estará no centro dos debates, com aplicações na análise de relatórios e de políticas públicas, além de discussões sobre limites éticos e riscos de vieses.
A programação também abordará emergência climática, justiça social e equidade racial. Entre as mais de 100 apresentações, estão o “Letramento Inverso”, que reconhece saberes de mulheres indígenas e quilombolas como evidências técnicas para a COP30, e o lançamento de uma edição especial da Revista Brasileira de Avaliação. O evento terá ainda sete minicursos, cinco painéis plenários e 30 sessões temáticas sobre saúde, educação, primeira infância e filantropia.

