Dados da DaVita, parceira do SUS, mostram que Sudeste e Nordeste concentram a maior parte dos pacientes em diálise no País. O Vale do ABC (SP) lidera com 18,4%, seguido pelo Nordeste (17,4%) e a capital paulista (16,3%). Quase 60% dos pacientes têm mais de 60 anos.
Para o nefrologista Bruno Zawadzki, os dados reforçam a correlação entre densidade populacional, envelhecimento e a Doença Renal Crônica.
“A doença renal é silenciosa e avança por anos antes de exigir diálise. O que esses dados mostram é que precisamos agir antes, com rastreamento e acompanhamento regular de pacientes com diabetes, hipertensão e idosos. Diagnóstico precoce não é apenas cuidado — é estratégia de saúde pública”, afirma ele.
Segundo o Censo 2024 da Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de 172 mil pessoas realizam diálise no Brasil, e até 90% dos casos iniciais não são diagnosticados.

