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Vírus não é de direita nem de esquerda!

A pandemia está redefinindo relações, responsabilidades e até sentimentos no mundo inteiro. As atitudes e iniciativas dos governantes, da sociedade e das pessoas em geral têm assumido proporções nunca antes vista, com a adoção de medidas de controle e combate ao Covid-19.

Já é corrente que estamos em uma situação comparável a uma “guerra mundial”, porém há importantes lições que a opinião pública internacional começa a tomar conhecimento e a se encantar com o que se passa em Portugal.

Europeus de Holanda, Suiça, Alemanha e Reino Unido, personalidades da América e cientistas e políticos de varias regiões do planeta começam a perceber que existe uma ilha de sucesso no Ocidente, que merece uma análise mais detida.

No último boletim da pandemia publicado quando este texto estava sendo escrito(14/04) indicava que enquanto os números de óbitos explodiam em vários países ( EUA acima de 1.500, Espanha e Itália mais de 500 e Reino Unido acima de 700), em Portugal este número chegou a 31.

Chega a ser emocionante a união nacional que observamos na terra lusitana para o enfrentamento do inimigo comum. Desde o Presidente da República, que é de direita, ao primeiro-ministro, que é de esquerda, todos caminham juntos na direção da defesa do país.

Os empresários do comércio e da indústria, os profissionais liberais, os estudantes, as ongs, os políticos, as igrejas, a imprensa e, pasmem, até os bancos seguem generosamente as orientações científicas.

Aeroportos, portos e fronteiras fechadas, toda e qualquer atividade pública paralisada e a população em casa são unânimes no isolamento social. Com uma indisfarçável (boa) inveja notamos quão diferente o Brasil está de sua terra-mãe.

A ordem unida, que tanto conhecemos nos quartéis das Forças Armadas brasileiras, funciona aqui, e bem, como uma orquestra.

Nesse particular, os jornalistas e mesmo a população se perguntam o que há no país tropical? Sabendo-se que um dos países mais desenvolvidos do mundo, o Japão, já experimentou cerca de 1200 medicamentos para o tratamento do coronavírus e até hoje não considera que há tratamento confiável para a doença.

Então questionam: Como é que um Presidente defende uma única substância como a panacéia de todos os males? Será ignorância ou tentativa de suicídio? As perguntas se multiplicam nas redes sociais e até nos telejornais portugueses, onde escapole vez por outra memes em que ridicularizam o governante brasileiro.

Mas voltemos ao que é importante e realmente salta aos olhos. Nos canais da TV portuguesa somam-se os exemplos de superação e de solidariedade.

Três mil voluntários passaram a integrar a legião que presta assistência nos lares de idosos, cuja inscrição foi aberta no portal online “Cuida de Todos”em um prazo de 48 horas.

Boa parte deles se ofereceram inclusive para lidar diretamente com os que estão infectados, mesmo sabendo que já faleceram 61 deles e um funcionário também não resistiu. Alem de 804 em quarentena.

Todos os dias e em determinados horários a população vai às janelas ou varandas para emitir o seu apreço pelos servidores da Saúde em aplausos durante cerca de cinco minutos.

Afinal o vírus não é de direita nem de esquerda. Trata-se de um inimigo comum que tem que ser abatido e por todos! Nisso Portugal dá lição ao Brasil

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