O nome do desembargador do TJ fluminense Ricardo Couto, governador-tampão do Rio de Janeiro, ganhou força no Palácio do Planalto como potencial indicado ao Supremo Tribunal Federal após a recente reunião do presidente Lula da Silva com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Por variados motivos.
Além de ser um nome de peso e respeitado no judiciário, Couto involuntariamente atendeu ao projeto político de Lula e Eduardo Paes – seu candidato ao Palácio Guanabara – ao sentar e ficar na poltrona do Governo, afastando qualquer possibilidade de os bolsonaristas da ALERJ lá colocarem Douglas Ruas – adversário de Paes – que teria votos na Assembleia para o mandato temporário.
Couto também tem a simpatia de industriais, de três ministros do STF e STJ, e até um grande banqueiro nacional. É a ala carioca mandando seu recado. O consórcio é forte. Mas principalmente porque Alcoumbre bateu pé: não vai aceitar nova indicação do AGU Jorge Messias ao STF. A conferir se queima a língua.
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